Programação Rugby na SportTV

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Grande Entrevista de Verão

Como estamos em tempo de verão e para muitos de férias, decidi fazer concorrencia à RTP e fazer a Grande Entrevista de Verão, e quem melhor para dar essa grande entrevista do que o nosso “membro da direcção/treinador/ jogador/ e criador de blogs” o nosso bem conhecido “Conquistador” Prata.
Vamos esmiuçar a fundo o nosso aguadeiro favorito.


PERFIL
Nome: Prata
Idade: 25
Posição:Pilar
Altura: 1,82
Peso: Obeso Tipo 1
Clubes: Agrária de Viseu, RCV

ENTREVISTA

Blogue Não Oficial do Rugby Em Viseu - Boa tarde! Antes de demais, gostaria que fizesses uma breve apresentação sobre ti.

Prata – O meu nome é Prata, sou do Porto, bruto, brejeiro segundo alguns para mim sou apenas um gajo do norte, carago.

BNOREV - Quando e porque é que começaste a jogar rugby?

P – Comecei a jogar rugby na faculdade, no meu segundo ano, numa conversa de amigos, resolvemos ir jogar, sem saber regras nem nada, só tinha-mos bolas e vontade de ocupar o tempo, em vez de andar sempre nos copos. As coisas foram se tornando mais sérias, começamos a formar um grupo maior encontramos alguém que nos treinasse (O mítico Coach), e foi crescendo o amor pelo jogo que dura até hoje.

BNOREV - O que é o rugby para ti?

P –VIDA

BNOREV – Serias capaz de identificar algo que mudou em ti depois do rugby?

P – Mudou muita coisa, a maneira como vejo o Desporto em si, como todos os miúdos comecei no futebol mas depois percebi que não tinha jeitinho nenhum para aquilo, e virei-me para o basket, joguei basket alguns anos até entrar para a faculdade, depois disso vi a “luz”, o rugby apareceu na minha vida e tudo mudou. O jogar com “irmãos” o dar tudo quando já estás todo roto, e dás tudo não por ti mas pelo gajo que está ao teu lado. União, espírito de sacrifício, vontade são para mim as palavras-chaves para jogar rugby e assim levo a minha vida, não desisto à primeira seja em que altura for, luto sempre.
Podes ver a maneira de viver das pessoas num campo de rugby, a maneira como se aplica nos treinos a maneira com ganha uma bola, tudo isso pode ser transportado para a vida.

BNOREV - Qual a posição em que sempre sonhaste jogar?

P – Formação, cuidado Rodrigo.

BNOREV - Qual o teu jogador favorito?

P – Christian Cullen, qual Lomu qual carapuça… Cullen sempre…

BNOREV - Qual a pessoa ou pessoas que gostarias de ter ao teu lado dentro de campo e porque?

P – Alcobaça, sempre. O Alcobaça é um dos meus melhores amigos, passamos por muita coisa juntos, sempre unidos e assim jogamos rugby, UNIDOS, mal ou bem, jogamos unidos, jogamos como um só, jogamos a olhar um pelo outro, nunca abandonamos um ao outro e acima de tudo nunca desistimos um do outro, se eu tiver na m*##, eu sei que ele me vai-la buscar e ao contrário igual.
Depois na minha equipa da Agrária toda a gente me marcou, jogávamos como um grupo de amigos, por isso ganhávamos poucos jogos, ganhávamos sempre a terceira parte e com grandes cabazadas, mas ganhei amizades para a vida toda, amizades a sério, éramos muito unidos dentro e fora de campo, e nos copos também, foram grandes tempos…


BNOREV - Qual foi o jogo mais especial que já jogaste, e porquê?

P – Isso é uma pergunta difícil, como jogador talvez o meu primeiro jogo de sempre, em que toquei uma vez na bola e fiz uma placagem, basicamente andei a ver os outros jogar, mas marcou-me muito.
Como treinador das minhas meninas há dois jogos que marcaram, o jogo que elas fizeram contra o CDUP na Moita, foi absolutamente fantástico placavam em tudo o que mexia, defenderam que nem Leoas a defender as suas crias, aí tive a confirmação da certeza que tinha; que elas têm imenso potencial basta trabalharem sacrificarem-se e lá está vontade, de que em cima falei…
O outro jogo, foi no Tia Anica em que perdemos com uma grande equipa, mas perdemos também o norte perdemos porque desistimos, aí elas viram que as coisas nem sempre correm bem e é nessas alturas que se vêem as grandes equipas, aquelas que se erguem depois de cair, e elas ergueram-se e de que maneira fazendo um grande jogo seguinte contra a Lousa.

BNOREV – Não sendo natural de Viseu como reage a tua familia ao rugby e às longas ausencias do lar por causa do rugby?

P – Já estão habituados. Lá em casa só falo de rugby, mais rugby mais rugby. O rugby entrou na minha vida, hoje preciso de rugby para viver. É uma coisa que me marcou imenso, fiz grandes amigos, agora estou a fazer novos, tenho as “minhas” meninas que são o meu orgulho (baba agora a escorrer do canto da boca do lado direito), vão sendo moldadas aos poucos.
A minha família entende isso, basta ver o jantar que a minha mãe fez noutro dia, estava cansada ao fim mas feliz, por ver tanta gente lá em casa.

BNOREV – Na tua opinião pessoal, qual balanço da época que terminou?

P – Acho que foi óptimo. Poderia ter sido melhor? Poderia ser mil vezes melhor, mas tu no rugby como na vida vais ter que errar até acertar e esta foi a primeira época, e sendo a primeira acho que correu da melhor maneira, agora resta aprender com os erros melhorar e aprender com esses erros e fazer novos erros, é assim que se evolui, é sinal de evolução quando fazes erros diferente e não erros iguais.
Uma época em que os Séniores ganham o campeonato de Emergentes, em que os sub-16, conseguem criar um grupo coeso e começam a participar em alguns torneios e a criar dificuldades a equipas com muitos mais anos de experiencia; as meninas participam logo no seu primeiro ano em 3 etapas do circuito nacional de seven`s, acho que melhor era impossível.

BNOREV – Coisas a melhorar para a próxima época?

P – Algumas coisas, acho que isso cada um pode olhar para si dentro e ver onde falhou e onde pode melhorar e dar mais de si ao clube, em termos de clube temos que melhorar em termos de organização, temos que começar a falar a uma só voz, mas acredito que as coisas vão melhorar, tenho a certeza de uma coisa, andamos aqui todos para o mesmo, fazer com que o Rugby Clube de Viseu e o rugby sejam ainda mais uma realidade na cidade de Viseu, e quando assim é podemos cometer erros, mas vamos de certeza andar para a frente porque todos queremos o mesmo.

BNOREV – Agora que atingiste oficialmente o cargo de treinador vamos deixar de ver o “Conquistador” vestir a camisola do RCV?

P – Nunca, mas sinceramente acho que na minha camisola deveria ter o nome de conquistador nas costas, acho que era mais do que merecido, porque tudo aquilo que conquistei era uma bonita homenagem que me podiam fazer, fico à espera….
Se quiserem tenho três castelos, para conquistar daqui a pouco, e matar uns reis com a minha super espada, ou então é tudo mentira e estarei no Canaima a conquistar umas minis, isso conquisto e muito bem...

BNOREV – Um conselho para os mais novos e um apelo à população para aumentar a familia do RCV?

P – Tenho mais jeito para falar do que para escrever, apareçam nos treinos, deixem que eu tenha uma conversa com vocês, e vão ver que ficam a adorar rugby.
O rugby é um desporto único, jogo de união, onde de certeza absoluta sintética analítica, que se jogarem alguns anos fazem amigos de verdade, irmãos…
É um desporto onde o contacto físico existe, e o nosso “coiro” depende da minha equipa, e tens que confiar na tua equipa para proteger o teu “coiro”, e se for preciso dar o teu “coiro” pela tua equipa. Nunca a palavra equipa foi tão bem aplicada num desporto como no Rugby, como equipa perdemos e ganhamos, placamos e defendemos, atacamos e passamos, sempre unidos sempre em equipa, no rugby não existe a palavra Eu, existe a palavra NÒS, para o bem e para o mal.

BNOREV – Relativamente à equipa feminina, faz um balanço da época e quais as maiores diferentes entre as meninas e os escalões masculinos?

P – Uí é difícil passava horas a falar das “minhas” meninas. Surpreenderam-me em toda a linha, como pessoas e como jogadoras, é um prazer e um orgulho treina-las, elas pensam que só eu é que lhes ensino coisas, mas elas ensinaram-me tanto ao longo deste ano, que elas nem imaginam.
Balanço propriamente dito, foi óptimo, de repente olhei para mim e vi que os jogos que elas faziam nos Emergentes já não bastaram, passamos para o Circuito Nacional de Seven´s, e foi óptimo competiram com equipas a sério, tiveram um cheirinho do que é rugby a sério, o futuro está à frente delas, tenho a certeza que com mais trabalho mais meninas (INFORMA-SE A POPULAÇÃO FEMININA DA CIDADE DE VISEU E ARREDORES QUE EXISTE UMA SUPER MEGA EQUIPA FEMININA DE RUGBY EM VISEU, E QUE ESTÁ A RECRUTAR NOVAS JOGADORAS, PEDE-SE O FAVOR DE COMPARECER AOS TREINOS, OBRIGADO ), vamos ter uma época ainda melhor.
As diferenças entre as meninas e os Séniores são grandes, além da óbvia parte física, as meninas são mais certinhas, mais perfeitinhas a fazer as coisas, os seniores masculinos, são maIs trapalhões mas conseguem reagir melhor ao imprevisto e a situações inesperadas que as meninas, tudo isto faze parte da natureza humana, lá está o rugby a transpor a vida para os campos…

8 mêlées:

Açor disse...

Um grupo fe amigos que a vida encarregou de separar, mas que para sempre ficarão unidos.
Tenho imensas saudades do rugby. Boa sorte para todos.

prata disse...

oh furacão... É bom de ver que ainda andas por aqui... Qd fores a viseu diz alguma coisa...

Anónimo disse...

Ola´é coom prazer que vejo uma entrevista ao Conquistador. Muito bem dito ainda á muito para fazer o todos queremos o mesmo RUGBY CLUBE VISEU em grande na cidade de Viseu. A ver se jogamos mais juntos, e com uns finais daqueles...
è com prazer que vejo que o Sr Eng. Furacão anda ai.. apareçe em Viseu

Alcobaça

Quiqui disse...

Grande Prata :D

costa disse...

Não sabia que conseguias falar sem dizer asneiras!!!
:D:D:D:D:D:D

Joao Carolino disse...

Esta bom sim senhor! Gostei especialmente da censura a meio da tua própria entrevista!
Já agora aproveito para dizer que não consegui colocar as fotos da festa de final de época no Picassa até agora. De qualquer maneira podem sempre ir à minha pagina do facebook pois vou lá criar o álbum. =D

Beijo no queijo

Terea disse...

Gostei muito da entrevista!
Obrigada por todos os elogios feitos à equipa feminina!
E meninas de Viseu o aviso é mesmo importantíssimo!

Cátia disse...

Tal e qual, RUGBY É VIDA e só quem joga e faz parte desta família é que entende o porquê!

como era de esperar, grande entrevista Pratinha :D